RUMOS E TRILHAS EM FONÉTICA E FONOLOGIA DA LIBRAS

  • Keli Pereira Malaquias UNIOESTE
  • Rosana de Fátima Janes Constâncio UNIOESTE

Resumo

A língua brasileira de sinais obteve o seu reconhecimento no Brasil como uma língua natural, de natureza visomotora, com gramática capaz de transmitir conceitos, fatos e ideias, apenas no século XXI com a promulgação da Lei nº 10.436/02. Contudo, a história nos revela que a língua de sinais está presente desde o século XIX, com a fundação do Instituto Nacional de Educação dos Surdos – INES, na cidade do Rio de Janeiro. Apesar disso, assim como acontece na educação em geral, a educação dos surdos vivenciou diversos modelos pedagógicos, os quais não favoreceram o desenvolvimento da língua de sinais. Dessa forma, por um período de aproximadamente 100 anos, os surdos foram impedidos de fazerem uso da sua primeira língua, sendo obrigados a práticas ouvintistas para o desenvolvimento da oralidade. Tal fato justifica o pouco avanço nos aspectos linguísticos e nas estruturas gramaticais da língua brasileira de sinais (Libras). Com base nisso, consideram-se recente e crescente, por exemplo, os estudos e avanços em fonética e fonologia em Libras. Levando-se em consideração os fatos mencionados, versaremos sobre os rumos e trilhas vivenciados até o presente momento, buscando ressaltar sobre as conquistas específicas na área, principalmente no que tange aos aspectos fonéticos e fonológicos da Libras.


 


 

Publicado
2020-07-08
Como Citar
MALAQUIAS, Keli Pereira; CONSTÂNCIO, Rosana de Fátima Janes. RUMOS E TRILHAS EM FONÉTICA E FONOLOGIA DA LIBRAS. Web Revista SOCIODIALETO, [S.l.], v. 10, n. 28, p. 322 - 335, jul. 2020. ISSN 2178-1486. Disponível em: <http://sociodialeto.com.br/index.php/sociodialeto/article/view/208>. Acesso em: 14 abr. 2021.