O R-TEPE /ɾ/ NA FALA DE USUÁRIOS DESCENDENTES DE FALANTES DE HUNSRÜCKISCH: UM PRECONCEITO LINGUÍSTICO COM ESSA VARIANTE FONOLÓGICA NA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA NA COMUNIDADE ESCOLAR DE FELIZ

UM PRECONCEITO LINGUÍSTICO COM ESSA VARIANTE FONOLÓGICA NA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA NA COMUNIDADE ESCOLAR DE FELIZ

  • Cristiano da Silveira Pereira Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS) - Campus Feliz
  • Camila Elis Fritsch Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRS) - Campus Feliz

Resumo

O presente trabalho observa a pronúncia do fone [r] em palavras da Língua Portuguesa na fala de usuários descendentes de falantes do Hunsrückisch e visa estudar o preconceito linguístico com a variante fonológica do r-tepe /ɾ/ existente na fala desses descendentes. Este trabalho, com perspectiva da Sociolinguística Variacionista, considera a variação linguística referente ao contato linguístico entre a Língua Portuguesa Brasileira, idioma oficial do país, e a língua de imigração presente na cidade de Feliz e região do Vale do Caí, o Hunsrückisch. As influências desse contato linguístico perpassam pelo campo da fonética-fonologia do Português falado por descendentes alemães. É possível perceber na fala desses descendentes a troca do r-forte /ř/ e /x/ pelo r-tepe /ɾ/ em palavras da Língua Portuguesa, e a substituição desse fonema, muitas vezes, é motivo de preconceito linguístico com os descendentes que utilizam essa variante fonológica devido ao contato com a língua de imigração alemã.  O objetivo, portanto, é verificar a ocorrência dessas variantes em diferentes contextos: início de palavra (posição pré-vocálica) e posição intervocálica com [r] ortográfico e início de sílaba na fala de descendentes de falantes de Hunsrückisch e compreender a motivação dessa troca de fonemas em cada um desses contextos. A hipótese inicial era a de que a influência do Hunsrückisch na pronúncia do r-tepe /ɾ/ na fala de palavras da Língua Portuguesa dos descendentes de alemães ocorria devido à diferença na articulação do fonema nas línguas em questão. A metodologia se centrou primeiramente na leitura do nosso corpus com fins de selecionar os sujeitos descendentes de usuários do Hunsrückisch e verificar a ocorrência das variantes nos diferentes contextos apresentados, com intuito de se observar o preconceito linguístico em relação à variante fonológica estudada.

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Acadêmica do 8º semestre do curso de Licenciatura em Letras, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Rio Grande do Sul (IFRS) — Campus Feliz.

Publicado
2019-04-09
Como Citar
PEREIRA, Cristiano da Silveira; FRITSCH, Camila Elis. O R-TEPE /ɾ/ NA FALA DE USUÁRIOS DESCENDENTES DE FALANTES DE HUNSRÜCKISCH: UM PRECONCEITO LINGUÍSTICO COM ESSA VARIANTE FONOLÓGICA NA LÍNGUA PORTUGUESA BRASILEIRA NA COMUNIDADE ESCOLAR DE FELIZ. Web Revista SOCIODIALETO, [S.l.], v. 9, n. 26, p. 324 - 353, abr. 2019. ISSN 2178-1486. Disponível em: <http://sociodialeto.com.br/index.php/sociodialeto/article/view/153>. Acesso em: 14 abr. 2021.